Uma mulher — Jowita Bydlowska

Jowita Bydlowska
Jowita Bydlowska

É aquela ficção que também é  um livro de memórias o de Jowita Bydlowska, que bebia como um jovem gabá enquanto tentava criar o filho, ainda bem pequeno.

Drunk Mom, ainda inédito por aqui, começa com a incrível cena da mãe que acha um papelote de cocaína no banheiro da festa e, porque já está tocada pela bebida, inala o pacote todo e começa a sentir a euforia, a ansiedade e o desespero por chegar em casa e não poder amamentar o filho.

Busca na internet quanto tempo demora para que a droga saia do leite, que ela espreme no chuveiro, enquanto se banha e curte uma baita ressaca moral.

Não é apologia ao vício, como eu esperava, mas um relato franco de como é difícil sair dele. Mais, é para mim uma das mais poderosas descrições do que é ser um alcoólatra.

Abaixo arrisco uma tradução.

Em foto de 2009
Em foto de 2009

Eu sou uma bêbada

“Ah, caso você esteja se perguntando : não sou um viciada em cocaína. Prefiro beber.

Você me pegou no meio da história e aconteceu de eu apenas ter encontrado um saquinho de cocaína no banheiro .

Mas, honestamente, eu prefiro beber.

Eu prefiro beber a qualquer coisa no mundo: sexo, comida, sono. Meu filho, meu amante, qualquer coisa.

Gosto de beber. Às vezes, penso: eu sou a bebida.

É como se fosse meu sangue. Mesmo antes de começar, posso senti-lo em minhas veias. Não estou querendo soar poética. Posso realmente senti-lo em minhas veias.

Quando bebo, é ouro puro, eu sou Deus .

Então, eu não sou uma viciada em cocaína. Eu sou uma bêbada.

Eu tenho sido uma bêbada faz tempo. Parei de beber por um tempo e então comecei de novo.

Eu acredito que você nunca está curado do alcoolismo. Uso a palavra cura, mas não é estritamente uma doença. Vá a qualquer reunião de AA , assistir ou ler qualquer coisa sobre o vício e, mais cedo ou mais tarde, você vai ouvir a palavra doença. Mas não é uma doença. Doença implica que você possa talvez curá-la. Na minha opinião, é mais perto de uma condição ou, quem sabe, um hábito que você não pode desaprender completamente, mesmo que você parar.

Mesmo adormecido, está arraigado em você.

Por exemplo, a minha primeira língua é o polonês. Eu não falo polonês com frequência, mas nunca vou desaprender. Quando necessário, posso falar fluentemente, simples assim.

O mesmo é com o alcoolismo.”

JB
JB

Leia mais

Epimenta no Facebook

Mais

Tumblr de Miss Crash

O tempo para quando Carla Körbes dança

A pornstar Bruna Ferraz malha aqui

Uma face para a vagina primal de Courbet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s