No banheiro com Henry Miller

O mundo nas paredes do banheiro de HM

Já disse aqui que meu interesse por literatura começou com Henry Miller (1891 – 1980), o autor brilhante, também pintor, errático e subestimado que deixou os Estados Unidos para viver e escrever em Paris.

Reserve uns trinta minutos para assistir a este monológo do escritor no banheiro. É uma viagem espiritual, fiquei encantado quando vi ontem pela primeira vez.

Miller acorda, boceja, resmunga e vai ao  banheiro de seu apartamento em Nova York. Nas paredes estão dispostas imagens colecionadas ao longo de uma vida muito legal — e atribulada! — que parece não existir mais.

Ele faz considerações sobre cada um das imagens e um assunto vai puxando o outro, como numa sessão de associação livre das ideias.

(HM abomina e almadiçoa a terapia)

O minidoc Henry Miller Asleep and Awake (1975) é dirigido por Tom Schiller e termina com HM numa externa amaldiçoando Nova York, cidade que, segundo ele, foi hostil e não o acolheu.

Tentei resgatar algumas imagens e referências do irrefragável banheiro para você.

(O que eu não faço por você?)

Neuschwanstein Castle
Neste livro do Tanizaki um velho impotente apresenta um homem mais jovem a sua mulher para recuperar a virilidade
Imagem central do tríptico O jardim das delícias, de Hieronimous Bosch
Blaise Cendrars (1887-1961), o preferido

E, de repente, surge uma japonesa nua no chuveiro e Miller a enxuga. Deve ser Hoki, a musicista, sua mulher, mas não estou 100% certo. Minto, é uma modelo, o nome dela é Midori. Precisa ver.

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